Domesticar a Vaca (2017) é uma performance itinerante entre Santa Maria e Pelotas, ambas cidades do Rio Grande do Sul. Foi concebida como um jogo do artista consigo mesmo ao ver a si próprio no reflexo de um espelho colado no interior de um livro. Foi elaborada como proposta integrante de uma exposição de livros de artista que aconteceu na Biblioteca Municipal de Santa Maria onde o artista se sentou nas imensas escadarias e chicoteava a si próprio ao se ver nas páginas espelhadas do livro. De maneira metafórica, as linhas da escritura compunham linhas vermelhas de açoite nas costas do artista, que ficavam de frente ao público. Posteriormente ela foi reperformada como parte da exposição itinerante. Em Pelotas, indiretamente, a performance teceu relações com os corpos escravizados no período colonial e com a produção do charque realizada por tais corpos.
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Domesticar a Vaca (2017) is a traveling performance between Santa Maria and Pelotas, both cities in Rio Grande do Sul. It was conceived as a game between the artist and himself as he sees himself reflected in a mirror glued to the inside of a book. It was developed as part of an exhibition of artist books that took place at the Santa Maria Municipal Library, where the artist sat on the immense staircase and whipped himself as he saw himself in the mirrored pages of the book. Metaphorically, the lines of the writing formed red lines of a whip on the artist’s back, which faced the witnesses. It was later re-performed as part of the traveling exhibition. In Pelotas, the performance indirectly wove connections with the bodies enslaved during the colonial period and with the production of dried meat carried out by such bodies.



